Horária por um animal desaparecido: o que a sexta casa realmente mostra
As perguntas sobre animais chegam mais vezes do que quaisquer outras a uma prática pequena, e são boas perguntas para aprender: o consulente está genuinamente aflito, o prazo é curto e a resposta verifica-se em poucos dias.
Que casa
Os animais pequenos — tudo o que se possa ter em casa — tomam a sexta casa. Os animais grandes tomam a décima segunda. A distinção é pelo tamanho, não pelo afecto, e apanha as pessoas desprevenidas: o gato estimado é matéria de sexta, o cavalo de décima segunda.
O significador do animal é o regente dessa casa. A sua condição responde à pergunta sobre o estado do animal, e tudo o mais no tema descreve as circunstâncias.
Ler a condição
Três coisas merecem ser tomadas pela ordem certa.
De onde vem o significador. A prática tradicional dá muita atenção à separação. Um significador que se separa de uma conjunção com um maléfico, ou de um ponto de diminuição como o nodo sul, descreve um animal que esteve em má situação e está a sair dela. É a forma mais comum de uma pergunta de salvamento, e é fácil lê-la como aviso quando é, na verdade, um relato.
Para onde vai. Um significador que acabou de entrar num signo da sua própria dignidade diz que a condição está a melhorar, e a melhorar por si. Se a melhoria vier pelo consulente, o regente do ascendente estará envolvido — por aplicação, por recepção, ou por ambas.
O que o signo descreve. A natureza elementar do signo descreve muitas vezes a situação física com mais franqueza do que se espera. Um signo de água para um animal preso num cano é o tipo de correspondência que primeiro faz os alunos desconfiar do método e depois, ao fim de uma dúzia de temas, confiar nele.
Os eclipses numa pergunta pequena
Um grau de eclipse recente ocupado pelo significador merece ser notado. A tradição usa os eclipses para reis e países, mas a lógica de fundo é simples — uma luz temporariamente apagada — e transpõe-se em pequena escala. Um significador sobre um grau de eclipse recente descreve algo que esteve, por um tempo, inteiramente subtraído à vista. Numa pergunta por um animal perdido isso é muitas vezes literal.
O ponto difícil: o que se pergunta
O trabalho técnico é simples. O juízo que descarrila prende-se quase sempre com a própria pergunta.
«O gato está bem?» e «o gato voltará para casa?» são perguntas diferentes, com significadores diferentes e, muito possivelmente, respostas opostas. Um animal em excelente condição e um animal que regressa a esta casa não são a mesma afirmação. Antes de erigir o tema, a pergunta tem de ser fixada numa frase, e o consulente tem de reconhecer que é a frase que queria dizer.
A radicalidade, e a tentação de descartar
Os impedimentos tradicionais ao juízo — um ascendente nos primeiros ou nos últimos graus, o senhor da hora em desacordo com o ascendente, a Lua vazia de curso — são úteis e servem também, na prática, de escapatória. Um tema que cumpre as condições de radicalidade e parece contradizer os factos é em regra um tema lido depressa de mais. Ver a nota sobre a má leitura de um tema radical, que pega nesse caso de frente.
A horária é a via mais curta para o método tradicional, porque cada juízo é testado em poucos dias. É por isso que se ensina desde o primeiro ano do nosso curso, e há um exemplo resolvido entre os exemplos de consulta.