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A violência política nos temas mundanos: o que a técnica descreve

A tradição mundana tem uma doutrina desenvolvida sobre os factos públicos violentos, e vale a pena expô-la com cuidado — em parte porque a técnica é real, e em parte porque se usa tantas vezes de um modo que ela não sustenta.

O que as fontes dão

Os testemunhos são constantes entre as autoridades e combinam quatro coisas.

Um signo humano no ascendente — Gémeos, Virgem, Balança, Aquário, e parte de Sagitário. Lilly é explícito: os signos humanos denotam morte por mão de homem, por armas ou por violência, por oposição à morte por acidente ou doença.

O regente da oitava a afligir o regente do ascendente, ou colocado na primeira. A oitava é a morte; a primeira é a matéria em causa.

Uma conjunção com Marte, sobretudo exacta, sobretudo quando Marte está fora de seita. Marte distingue um fim violento de um natural.

A derivação, para identificar o cargo. É o que torna a leitura mundana e não pessoal. A décima é o chefe de Estado; a oitava a partir da décima — a quinta radical — é a morte do chefe de Estado. A décima a partir da décima é o comandante; a oitava a partir dessa, a sua morte. A derivação nomeia um cargo, nunca uma pessoa.

Um tema em que as quatro coincidam é pouco comum. É isso que dá à doutrina a força que tem.

A datação

Um testemunho natal ou de ingresso descreve uma capacidade; algo tem de a activar. O activador habitual no trabalho mundano é um aspecto exacto entre os planetas que portam as significações, e a tradição leva a sério as horas em torno da exactidão — acontecimentos que se agrupam a poucas horas de uma conjunção que se perfaz são o padrão mundano característico.

Os eclipses contribuem como pano de fundo, sujeitos às duas regras que habitualmente se esquecem: um eclipse age fracamente onde não é visível, e age sobre aquilo que toca num tema existente. Um eclipse que nada tenha para tocar é meteorologia.

O que a técnica não dá

Três limites, e são a razão por que este artigo não nomeia ninguém.

Não identifica uma pessoa. Uma casa derivada identifica um cargo. Quem o ocupa, e quem por ele corre perigo, vem do jornal, não do tema.

Não dá um culpado. O tema pode mostrar que o mal veio por homens e não por acidente, e pode descrever o carácter geral desses homens pelo planeta envolvido. Não os nomeia, e toda a leitura que pareça fazê-lo está a ler os pressupostos do astrólogo.

É quase sempre retrospectiva. Estes testemunhos identificam-se depois de um facto, num tema erigido porque o facto aconteceu. Um juízo que valesse como prova tem de ser registado antes, com o cargo nomeado e o período enunciado — que é exactamente o que a revista pede aos seus colaboradores mundanos, e exactamente por que tão pouco disso se escreve.

Uma nota sobre a decência

As mortes públicas violentas envolvem pessoas com família. Há uma maneira de escrever sobre elas que trata a morte como um espécime técnico, e não é uma boa maneira. O tema de um assassínio político pode estudar-se; a sofreguidão de publicar tal estudo poucos dias depois do facto é outra coisa, e não honra a disciplina.